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Investimentos 7 min de leitura

Custo real da carta contemplada: a conta

Aprenda como calcular o custo real de uma carta contemplada: some entrada, parcelas e taxas, compare com o crédito e veja se a compra faz sentido.

Custo real da carta contemplada: a conta

Para saber como calcular o custo real de uma carta contemplada, some tudo o que você vai desembolsar (a entrada paga ao vendedor, todas as parcelas restantes e as taxas de transferência) e subtraia o valor do crédito que vai receber. A diferença é o custo da operação. Dividir esse custo pelo crédito e pelo tempo restante mostra se a carta está cara ou barata em comparação com outras formas de comprar.

Por que o preço anunciado não é o custo real da carta?

Quem anuncia uma carta contemplada normalmente destaca dois números: o valor do crédito e o valor da entrada. Esses números são importantes, mas não contam a história toda. A carta vem com um saldo devedor que continua sendo pago em parcelas, e essas parcelas costumam ser reajustadas ao longo do tempo.

Por isso, olhar só para a entrada engana. Uma entrada baixa pode esconder muitas parcelas restantes, e uma entrada alta pode vir com um saldo pequeno. O custo real só aparece quando todos os valores entram na mesma conta. Se o conceito de carta contemplada ainda é novo para você, comece por consórcio contemplado: o que é e quando vale a pena comprar.

Quais valores entram no cálculo do custo real?

Antes de fazer a conta, reúna estas informações. Todas devem vir do extrato oficial da administradora, e não só do anúncio.

ItemO que éOnde conferir
Valor do créditoQuanto a carta vale para comprar o bemExtrato da administradora
Entrada (ágio)O que você paga ao vendedor da cartaProposta do vendedor
Número de parcelas restantesQuantas parcelas ainda faltamExtrato da administradora
Valor da parcelaQuanto cada parcela custa hojeExtrato da administradora
Taxa de transferênciaCobrança da administradora para mudar a titularidadeRegras do grupo
Índice de reajusteComo crédito e parcela são corrigidosContrato do grupo

A taxa de administração já está embutida nas parcelas e não precisa ser somada de novo. O artigo taxa de administração do consórcio explica como ela entra na conta.

Como fazer a conta passo a passo?

A conta tem quatro passos simples:

  1. Some as parcelas restantes: número de parcelas x valor da parcela.
  2. Calcule o desembolso total: entrada + soma das parcelas + taxa de transferência.
  3. Calcule o custo da operação: desembolso total menos o valor do crédito.
  4. Coloque o custo em perspectiva: divida pelo crédito para ter o custo proporcional e depois pelo tempo restante, em anos, para ter uma média anual.

Como fica a conta num exemplo prático?

Veja um exemplo hipotético com números redondos. Os valores servem só para mostrar o método.

Num exemplo com uma carta de R$ 300 mil, imagine uma entrada de R$ 90 mil paga ao vendedor e 150 parcelas restantes de R$ 1.800. Considere ainda uma taxa de transferência hipotética de R$ 3 mil.

  • Soma das parcelas: 150 x R$ 1.800 = R$ 270 mil.
  • Desembolso total: R$ 90 mil + R$ 270 mil + R$ 3 mil = R$ 363 mil.
  • Custo da operação: R$ 363 mil menos R$ 300 mil = R$ 63 mil.
  • Custo proporcional: R$ 63 mil dividido por R$ 300 mil = 21% sobre o crédito.
  • Tempo restante: 150 meses = 12,5 anos.
  • Média anual: 21% dividido por 12,5 = 1,68% ao ano sobre o crédito.

Nesse exemplo, o comprador paga R$ 63 mil a mais do que o crédito que recebe, diluídos ao longo de 12,5 anos. Essa média é uma conta simples, sem considerar o valor do dinheiro no tempo, mas já permite comparar cartas diferentes entre si.

Como comparar duas cartas contempladas?

A comparação só é justa quando as duas cartas passam pela mesma conta. Veja um segundo exemplo hipotético, também com crédito de R$ 300 mil:

ExemploEntradaParcelas restantesDesembolso totalCusto da operação
Carta AR$ 90 mil150 x R$ 1.800 = R$ 270 milR$ 363 milR$ 63 mil
Carta BR$ 60 mil180 x R$ 1.750 = R$ 315 milR$ 378 milR$ 78 mil

Os dois desembolsos incluem a mesma taxa de transferência hipotética de R$ 3 mil (R$ 60 mil + R$ 315 mil + R$ 3 mil = R$ 378 mil). A Carta B tem entrada menor e parece mais barata no anúncio, mas, neste exemplo, custa R$ 15 mil a mais no total. Por outro lado, ela exige menos dinheiro hoje e espalha o pagamento por mais tempo. A escolha depende do seu caixa, e não só do custo final.

E os reajustes das parcelas, como entram na conta?

O crédito e as parcelas do consórcio costumam ser corrigidos periodicamente por um índice definido em contrato. Isso significa que as parcelas futuras tendem a ser maiores do que a parcela de hoje, e que o crédito também acompanha essa correção até ser usado.

Para uma conta conservadora, faça duas versões: uma com a parcela atual e outra com um reajuste hipotético que você considere realista. O artigo por que a parcela do consórcio sobe? explica o mecanismo. Consulte a administradora para saber o índice e a periodicidade do grupo.

Como comparar o custo da carta com um financiamento?

Depois de calcular o custo da carta, coloque o mesmo crédito num financiamento e veja quanto você pagaria de juros e encargos no total. A comparação só faz sentido com o mesmo valor de bem e um prazo parecido.

Para isso, use o simulador consórcio x financiamento. Se a diferença for pequena e o financiamento exigir menos entrada, pode fazer mais sentido financiar. Se a carta sair bem mais barata, ela tende a compensar. Para quem compra pensando em patrimônio, o artigo alavancagem patrimonial com consórcio mostra outro ângulo dessa conta.

Que cuidados tomar antes de fechar a compra?

Uma conta perfeita não adianta se a carta tiver problema. Antes de pagar a entrada:

  • Peça o extrato oficial da administradora e confira crédito, parcelas e saldo.
  • Confirme que a transferência será feita pela própria administradora.
  • Nunca pague a entrada antes de a administradora aprovar a transferência.
  • Desconfie de condições muito abaixo das outras cartas disponíveis.

Os sinais de fraude mais comuns estão em golpe da carta contemplada: como identificar.

Como a Rota Capital ajuda a calcular o custo da carta?

A Rota Capital oferece uma consultoria inicial gratuita e sem compromisso para fazer essa conta com você, com os valores reais da carta. A partir dela, monta um planejamento personalizado e trabalha com administradoras parceiras.

A página de cartas contempladas reúne as opções disponíveis, e a equipe cuida da parte burocrática da contratação. O atendimento é em Brasília-DF e pelo WhatsApp, pela página de contato.

Perguntas frequentes

Carta contemplada com entrada baixa é sempre mais barata?

Não. Uma entrada baixa pode vir com mais parcelas restantes ou parcelas maiores, o que aumenta o desembolso total. Só a soma de entrada, parcelas e taxas mostra o custo real.

A taxa de administração entra separada no cálculo?

Não. Ela já está embutida no valor das parcelas, então somar as parcelas restantes já inclui essa taxa. Somar de novo faria a conta dobrar esse custo.

Quem paga a taxa de transferência da carta?

Depende da negociação entre comprador e vendedor e das regras da administradora. Deixe isso escrito na proposta antes de pagar a entrada, para não haver surpresa.

O custo da carta contemplada pode ser menor que o de um financiamento?

Pode, mas não é regra. Depende da entrada pedida, das parcelas restantes e das condições do financiamento comparado. Faça as duas contas com o mesmo crédito e prazo parecido antes de decidir.

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